segunda-feira, 21 de março de 2011

O silêncio solitário dessa tarde encontrou companhia na voz impávida do vento, que, aos gritos, forçou entrada! Entrou fazendo baralho e, enchendo cada canto, deixou tudo ainda mais vazio.

O vento desses dias tem me causado um certo medo de estar viva. Não é um arrepio que corta. É um barulho assombrador do tempo ruindo. Esse assovio morbido me dá uma dimensão desesperada da vida que, qual folha de papel, vacila no redemoinho.


B. Helena.


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